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Oto-hematoma

Considerações Gerais e Fisiopatologia

Os oto-hematomas podem ocorrer em cães ou gatos e, de modo geral, são caracterizados como inchaços flutuantes preenchidos por fluido hemorrágico com acometimento parcial ou total da superfície côncava do pavilhão auricular. A causa do hematoma auricular não é bem compreendida; no entanto, em muitos casos, parece ser o resultado de sacudir a cabeça ou arranhar a orelha devido à dor ou irritação associada à otite externa.

Um oto-hematoma é uma coleção de sangue dentro da placa de cartilagem da orelha.

A otite externa é comum nos cães, e 50% a 89% dos cães acometidos apresentam otite média concomitante. Pode estar associada a outras doenças dermatológicas, principalmente doenças cutâneas alérgicas ou imunomediadas (p.ex. Dermatite alérgica, atopia e dermatite de contato) ou doenças sistêmicas (p. Ex., endocrinopatias, como o hipotireoidismo), infecções bacterianas, corpos estranhos (p. ex., Hastes de gramíneas), parasitas (p.ex., Otodectes cynotis, Demodex canis, Sarcoptes scabiei, Notoedres cati, carrapatos), fungos, leveduras (p.ex., Malassezia pachydermatis) ou neoplasias também podem ser a causa. O Otodectes cynotis é responsável por mais de 50% dos casos de otite externa de gatos. 

A otite externa é uma inflamação do epitélio dos canais auditivos 

O sacudir da cabeça pode causar ondas sinusoidais na orelha, o que provoca fratura da cartilagem. A localização exata da fonte de hemorragia não é conhecida, mas acredita-se que provenha de ramos das grandes artérias e veias auriculares no interior, abaixo ou entre as camadas de cartilagem. Esses vasos penetram a escafa para suprir a superfície côncava do ouvido. 

Alguns animais com oto-hematomas não apresentam evidência de doença concomitante do ouvido; a formação de hematomas em alguns pacientes pode estar associada ao aumento da fragilidade capilar (por exemplo na doença de Cushing). Outra teoria relacionada com a etiologia é a doença autoimune subjacente.

ACHADOS DE EXAME FÍSICO 

A princípio, os hematomas parecem ser preenchidos por líquido, moles e flutuantes, mas podem se tornar firmes e espessos devido à fibrose. O ouvido pode ficar com aparência de “couve-flor”, com aspecto enrugado. 

DIAGNÓSTICO POR IMAGEM 

A realização de radiografia ou Tomografia Computadorizada de crânio pode ser indicada caso a otite externa ou média subjacente (ou ambas) tiver predisposto o animal ao desenvolvimento de oto-hematoma. 

ACHADOS LABORATORIAIS 

Anomalias laboratoriais específicas são incomuns. 

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 

O oto-hematoma é diagnosticado durante o exame físico; no entanto, a doença do ouvido subjacente deve ser diagnosticada e tratada para reduzir a probabilidade de recidiva. 

TRATAMENTO 

O tratamento pode ser clínico, a base de medicamentos, ou cirúrgico, onde temos diversas técnicas que podem ser utilizadas. 

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Cirurgia de Pequenos Animais – Theresa W. Fossum – 2021.

Esquema sobre Otites Externas

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