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Patologia Especial – Sistema Reprodutor Feminino

No sistema reprodutor feminino quando falamos de má formações existem vários tipos de má formações uterinas, quando não tem as formações de cornos, podemos observar um monocorno só formado, só um corno de um dos lados, ou nenhum deles formados, pode ter deles segmentares ou seja uma fração do corno não  foi desenvolvida, temos os úteros didelfos que são como se existissem dois úteros, um para cada lado, mas cada um apenas com um corno então eles são completamente separados entre si  e casos de dupla cérvix, onde a gente tem duas cérvix que dão dentro do mesmo corpo uterino. 

As más formações não são tão frequentes, mas as espécies mais predispostas são os ruminantes especialmente os bovinos, é importante também lembrar que nas más formações as cadelas são mais frequentemente atingidas pela má formação vulvar, ou seja, vulva infantil, essa vulva infantil se pela castração precoce ou pela diminuição da quantidade de estrógenos circulantes, e esse estrógeno é responsável pela formação final da vulva. A formação anatômica para que ela tenha uma orientação para prevenir a queda de material fecal em cima da vulva. 

Freemartin

O Freemartin também é uma alteração congênita, ele acontece quando se tem uma gestação gemelar de um macho e uma fêmea, isso acontece em poucos casos, onde cada 200 a 250 partos gemelares em bovinos, um deles vai apresentar um feto macho e uma fêmea. Dentro dessa gestação gemelar,  no 40º dia aproximadamente acontece um compartilhamento entre fluidos dos dois fetos, isso faz com que alguns hormônios e algumas substâncias que estimulam o crescimento e o desenvolvimento sexual sejam compartilhadas, e atuem sobre ambos os fetos. Isso faz com que ocorra algumas alterações importantes na fêmea, fazendo com que quase 100% delas sejam estéreis. 

As alterações que podem ocorrer nas fêmeas são:

Hipoplasia uterina tubária, atresia vaginal, hipertrofia de hímen e até mesmo vagina em fundo cego, e isso acontece pelo estímulo que vem dessas substâncias do feto masculino, então a fêmea tem um desenvolvimento parcial, e em alguns casos até pode apresentar órgãos masculinos rudimentares. 

As alterações que podem ocorrer nos machos são:

Os machos, em sua maioria não são estéreis, podem ter dificuldades de reprodução, e uma diminuição da taxa reprodutiva, mas eles não apresentam muitos problemas. Em compensação a fêmea quase sempre se apresentará estéril. 

As principais alterações inflamatórias que ocorrem em fêmeas são:

As vaginites podem ter origem por diversos fatores, além dos fatores infecciosos causados pelos antígenos ambientais, tem alguns agentes específicos que podem causar vaginites. 

Granulomatosa: Em bovinos, a vaginite granulomatosa causada pelo Mycoplasma bovisgenitalium que é frequente, e causa muitas perdas nas produções especialmente gado leiteiro, 

Vulvovaginite pustular infecciosa bovina: Causada pelo herpes vírus bovino tipo 1 (HPB-1)  

Exantema coital equino: Frequente em éguas, que é causado pelo herpesvírus equino tipo 3, esse mesmo herpes vírus causa balanopostite em garanhão, então é comum que existam diversos animais dentro do mesmo plantel afetados e isso diminui taxa reprodutiva consideravelmente. 

Das afecções do sistema reprodutivo, as que envolvem o útero são:

Prolapso uterino, é uma alteração comum pós parto de grandes animais, prolapso uterino não é comum em pequenos animais, cão e gato não apresenta prolapso superior com frequência, mas em compensação os equinos e ruminantes em geral podem apresentar prolapso uterino com frequência. 

As causas de prolapso uterino são principalmente, partos distócicos  com contração fetal forçada, retenção placentária, então tudo que promove maior contração e esforço uterino na hora do parto, e a hipocalcemia pós parto.

Em alguns casos o próprio prolapso acontece, mas ele mesmo retrai, se foi na contração do útero ele pode voltar a sua posição anatômica. Nos casos de hipocalcemia pós parto geralmente acontece porque tem diminuição do tônus uterino, o útero é composto por vários feixes musculares, e esses feixes promovem um tônus, é importante considerar isso porque quando  tem uma diminuição da oferta de cálcio esse tônus ele é perdido, e aí quando tem um parto difícil com muita força, essa perda de tônus uterino faz com que o útero faça essa inversão com mais facilidade que não retorne a sua posição natural então a hipotonia causada pela hipocalcemia  é importante nesses casos. 

As cadelas tem uma condição chamada hipoplasia endometrial císticaela é fisiológica e acontece pela ação do estrógeno no início da ovulação e se mantém através da progesterona com o corpo lúteo dessas vesículas repletas de líquido. E isso é porque está numa fase onde precisa promover a fixação e implantação do embrião com qualidade, então o útero fica predisposto a aceitar com maior facilidade esse embrião que vai se implantar, algumas consequências que podem acontecer é o útero pode não ter implantação do embrião, se não tiver a fecundação, não vai ser implantado mas a hiperplasia vai estar ali, e isso pode gerar a piometra de uma forma específica. 

Piometra

Então as bactérias que ficam na flora vaginal e vulvar, elas podem migrar para dentro do útero, pois a cérvix está aberta, e o animal está no estro, e quando essas bactérias entram no útero encontram um ambiente muito propício para proliferação.

Elas encontram grandes quantidades de nutrientes que estão ali para a implantação do óvulo fecundado, tem o aumento do crescimento endometrial para gerar o ambiente propício para a fecundação, secreção de glândulas uterinas, para nutrir aquela região, e diminuição da atividade de miométrio e leucócitos, não fazendo a descamação da parede do útero, e não tem nesse momento muita atividade leucocitária que faça fagocitose, gerando um ambiente propício para a proliferação de bactérias.

Isso causa infecção, que faz com que a paciente apresente febre, sepse e diversas alterações associadas à inflamação causada por essa proliferação bacteriana, que geralmente é intensa devido a essas características que o útero tem. 

Existe uma classificação de grau 1, 2, 3 e 4 para alterações associadas à piometra, A piometra  já começa no tipo 2, o tipo 1 ele é assintomático então só no  tipo 2 que começa a ter alterações clínicas e infiltrado inflamatório nuclear na região do útero só que ainda não tem um sinal muito evidente ele pode ser uma febre leve, uma discreta apatia e assim por diante.

Os sinais clínicos mais evidentes, geralmente é a partir do tipo 3 , exsudato purulento vaginal quando tem, pois pode ser uma piometra fechada, febre intensa, e assim por diante. 

Endometrite

É a ação bacteriana que geralmente é intensa, pode ter diversas origens, pode ser ocasionada por qualquer inoculação de micro-organismos intrauterinos.

Pode ocorrer por inseminação artificial não tão bem feita, não tão higiênica, cruzas em animal que faz monta natural pode inocular micro-organismos dentro do útero e aí possivelmente desenvolver uma inflamação.

Os casos mais comuns são no pós parto onde se desenvolve a metrite puerperal, que é de catarral a purulenta na maioria dos casos, um odor muito fétido e está associada na maioria dos casos à hipocalcemia e retenção de placenta, diminuição da eficiência leucocitária e com o substrato dessa placenta que está apodrecendo dentro do útero.

São bem mais comuns em vacas do que nas outras espécies.  

Doença que acomete os ovários:

Ooforite

É uma inflamação do ovário, alguns traumas locais podem desenvolver ooforite mas as doenças infecciosas são as mais comuns como causas desse tipo de afecção.

Tuberculose em vacas, rinotraqueíte infecciosa bovina e diarreia viral bovina, são os 3 principais agentes para causar a ooforite em bovinos e a Brucela também é um importante causador de ooforite em porcas. 

"Um dos sinais clínicos importantes do trato reprodutor é lembrar que o aborto e a morte embrionária também são alterações"

O aborto é um sinal clínico desse sistema e tem uma infinidade de microorganismos que promovem morte embrionária e que acontece até o primeiro terço da gestação, o aborto durante o segundo e o terceiro terço, e a morte neonatal que é logo após o nascimento.

Diversos agentes podem fazer isso e têm mais ou menos a mesma patofisiologia, podem afetar os carúnculos ou eles se proliferam no feto ou eles proliferam no útero e aí promovem o aborto. 

Essas foram apenas algumas alterações patológicas que podem ocorrer no sistema reprodutor, para se aprofundar mais e saber sobre a patologia de outros sistemas, entre no nosso site Nossos cursos – VeteduKa e escolha a melhor opção de curso para você estar sempre atualizado.

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